PEQUIM, CHINA / MENA Newswire / — O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou sua visita à China com conversas formais com o presidente Xi Jinping em Pequim, na quinta-feira, marcando a primeira viagem de um presidente americano em exercício ao país desde 2017 e colocando o comércio, Taiwan e questões de segurança mais amplas no centro da cúpula. Trump chegou a Pequim na quarta-feira e foi recebido por Xi no Grande Salão do Povo, antes de os dois líderes iniciarem reuniões que, segundo autoridades chinesas, abordariam as relações bilaterais e questões globais mais abrangentes.

O primeiro dia combinou cerimônia e negociações. Xi Jinping realizou uma cerimônia de boas-vindas em frente ao Grande Salão do Povo e, em seguida, encontrou-se com Trump para conversas que duraram pouco mais de duas horas. As declarações públicas no início da sessão apresentaram o encontro como uma oportunidade para abordar questões que afetam ambos os países e o cenário internacional mais amplo. Comunicados chineses divulgados posteriormente afirmaram que os líderes concordaram em trabalhar por uma relação bilateral de estabilidade estratégica construtiva e em manter o diálogo de alto nível em andamento.
Questões econômicas tiveram destaque desde o início. Segundo relatos chineses sobre o encontro, as equipes econômicas e comerciais de ambos os países obtiveram resultados geralmente equilibrados e positivos nas conversas realizadas na Coreia do Sul no dia anterior, e Xi e Trump discutiram a manutenção desse ritmo. A emissora estatal chinesa também informou que os dois lados concordaram em expandir a cooperação nas áreas de comércio e agricultura e trocaram opiniões sobre o Oriente Médio, a Ucrânia e a Península Coreana. Taiwan também foi tema das conversas, com Pequim novamente identificando o país como a questão mais sensível na relação.
Agenda de comércio e segurança
A visita ocorre em meio a atritos contínuos sobre tarifas, controles de exportação e acesso a cadeias de suprimentos estratégicas, mesmo após ambos os governos terem recuado da fase mais crítica da disputa comercial no ano passado. Trump viajou com uma delegação de executivos de empresas americanas, e Xi posteriormente se reuniu com empresários americanos que acompanhavam o presidente. Relatos chineses desse encontro indicam que os executivos disseram a Xi que valorizavam o mercado chinês e desejavam aprofundar suas operações no país, enquanto Xi afirmou que a China continuaria aberta à cooperação mutuamente benéfica.
Antes da abertura da cúpula, dois canais oficiais descreveram a viagem em termos semelhantes. A Casa Branca publicou vídeos da chegada de Trump à China na quarta-feira e descreveu a viagem como uma visita de Estado. O Ministério das Relações Exteriores da China, que havia anunciado a viagem de 13 a 15 de maio no início da semana, afirmou que Xi e Trump teriam conversas aprofundadas sobre questões importantes relativas às relações China-EUA, paz mundial e desenvolvimento. O ministério também disse que esta foi a primeira visita de um presidente americano à China em quase nove anos.
Cerimônia e noivado direto
Após as conversas no Grande Salão, os dois líderes visitaram o Templo do Céu, acrescentando um elemento cerimonial a um dia centrado na diplomacia formal e em assuntos econômicos. Imagens e resumos oficiais de Pequim enfatizaram o protocolo, o contato direto entre os líderes e a presença de importantes figuras do mundo empresarial americano ao lado do presidente. Esses detalhes reforçaram a dimensão comercial da viagem, que tem estado intimamente ligada aos esforços para preservar os canais comerciais e gerir disputas sobre acesso ao mercado, restrições tecnológicas e cadeias de abastecimento industrial.
As declarações oficiais de quinta-feira focaram-se no progresso comercial, na cooperação setorial e na resolução de questões controversas, especialmente Taiwan, apresentando o encontro como uma nova rodada de contatos de alto nível entre Washington e Pequim. Com Trump e Xi juntos em Pequim para a primeira visita presidencial dos EUA à China desde 2017, a etapa inicial da viagem centrou-se em áreas já confirmadas de cooperação e divergência entre as duas maiores economias do mundo, sem se desviar dos temas que ambos os governos já haviam declarado publicamente.
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